'Querida eu mesma!' E se você pudesse voltar no tempo?


Você já se sentiu como se a sua vida estivesse passando pelos seus dedos rapidamente e você não estivesse aproveitando-a como deveria? Já parou para pensar em todos os planos e sonhos que nunca se concretizaram porque você estava ocupada demais com coisas que hoje parecem sem importância? Ao mesmo tempo já olhou para trás e viu quantas coisas incríveis você já viveu e conquistou e que nem imaginava anos antes? Pois é, a vida é tão confusa, tão cheia de reviravoltas, de quedas, de conquistas, fracassos, surpresas. Hoje eu acordei com vontade de escrever o meu “Querida eu mesma”.

Querida Isla de 13 anos, não sei bem o que você está fazendo agora, mas seja lá o que for, não espere o tempo passar pra começar a fazer as coisas que você gosta. Aprenda a tocar violão logo cedo. Você vai se arrepender mais tarde por não ter se dedicado antes.

Melhore seu gosto musical. Desligue esse CD de Rebeldes, pelo amor de Deus (ps.: desculpa Jéssica, mas eles eram muito ruins). Seu gosto vai melhorar com o tempo, mas nunca é cedo demais.

Mude esse cabelo. Corte, pinte. Faça alguma coisa, mas esse cabelo aberto no meio não tem a menor condição. Sua mãe vai reclamar no início, mas depois vai concordar com você. E ah...se vestir melhor não seria nada mal.

Procure manter seus amigos de verdade sempre próximos. Depois que você se afastar é muito difícil reatar os laços.

Você está prestes a entrar na academia. Você vai odiar, mas não desista. Procure fazer um esporte. Se mexa garota!

Você é introvertida e não tem nada de errado com isso, mas não seja tão tímida. Timidez bloqueia! Mas isso também vai melhorar com o tempo.

Se envolva em algum projeto social. Separe um pouco do seu tempo pra melhorar o mundo que você viva. Você teve tanta sorte. É seu dever retribuir!

Aprenda inglês mais cedo. E aproveite o tempo que sobra pra aprender outra língua. Depois você vai querer, mas não vai ter tempo.

Quando entrar na faculdade, logo nos primeiros períodos, procure fazer uma pesquisa. Se dedique de verdade e publique quantos artigos você puder. Caso contrário, quando você estiver prestes a se formar, você vai entrar em uma pequena crise e vai se arrepender amargamente por não ter feito isso antes.

Em 2012, você quase vai perder sua viagem para os EUA por deixar tudo pra última hora. Vai ser uma confusão e uma correria. No final vai dar tudo certo, mas...não, espere! Não mude nada, não tem nada de errado com um pouquinho de emoção.

Em 2013, você estará com sua mente muita focada se preparando pra experiência mais incrível de sua vida e vai deixar seu TCC de lado. Compreensível, mas não faça isso! Aliás, você vai procrastinar seu TCC muitas vezes. Não faça isso! Repito, não faça isso!

Durante o seu tempo de Universidade você vai conhecer as pessoas mais incríveis, que vão se tornar os irmãos que você não teve. Ou mesmo na sua viagem de intercâmbio, apesar do curto espaço de tempo, você vai encontrar pessoas muito especiais. Nunca se afaste dessas pessoas. Não sei se você vai cumprir isso ou não. Vamos ter que esperar a carta da Isla de 33 anos.

E ah...viaje o máximo que você puder. A Isla de 13 anos não tem dinheiro pra viajar, então esse recado é pra Isla de 23 (que ainda não tem dinheiro, mas vai ter). Ouviu Isla?





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O que você faz para aproveitar o seu dia? | O 'Carpe Diem' dos poetas líricos



   Hoje na minha aula de Estudos Clássicos a professora estava comentando sobre a poesia lírica e como nela as pessoas tem meio que um lema de vida, o tão conhecido Carpe Diem.
   Claro que eu já tinha ouvido essa expressão em latim que significa 'aproveite o dia', mas nunca tinha pensado tanto sobre ela quanto hoje.
   Na Lírica o poeta pensa que irá morrer amanhã, então toda a vida dele se passa no dia de hoje, no momento. O sol passa várias vezes, mas ele não. Ele nunca sabe quando não estará mais aqui, a qualquer momento ele pode morrer, e por pensar assim ele tenta viver ao máximo o dia que está vivendo. Para o poeta lírico é muito importante o encontro com os amigos, conversar e filosofar, pois isso o faz feliz.
   Até aí tudo bem, nada muito novo. Mas o que a professora falou que eu mais fiquei pensando depois foi sobre uma linha da esperança. E foi mais ou menos assim que eu interpretei:
   Nós, na maioria das vezes, quando pensamos em algo que queremos muito, imaginamos isso num futuro distante. Por exemplo: "um dia quero tocar piano muito bem", "um dia quero escrever um livro", "um dia quero fazer um mochilão pela Europa", coisas assim. Essa linha da esperança fica assim:


   E, também na maioria das vezes, não fazemos muito para alcançar esse objetivo e continuamos vivendo normalmente.
   Mas o pensamento da lírica seria algo como isso:


   A esperança que eles tinham para algo era num espaço curto de tempo, o hoje, o agora. Então, por exemplo, se quero tocar piano muito bem um dia, eu preciso pensar nesse espaço curto de tempo. O que eu posso fazer hoje para meu objetivo ficar mais próximo? No caso do piano eu posso procurar escolas boas e me inscrever... se não tenho dinheiro pras aulas eu vou tentar arranjar um jeito de conseguir ganhar dinheiro primeiro. No caso de escrever um livro, hoje eu posso pensar numa ideia ou mesmo já começar a escrever o primeiro capítulo. Eu vou pensar no que posso fazer hoje.
   Se a gente ficar pensando sempre na primeira linha da esperança é possível que esse futuro distante nunca chegue. Mas é possível fazer o agora e aproveitar esse agora. E esse pensamento faz a gente aproveitar mais o tempo que temos. 
   Carpe Diem também significa Colher a Vida. Se você vai colher um fruto, ele não deve estar nem verde demais nem maduro demais, é preciso colher na hora certa. Ou seja, não devemos colher a vida cedo demais, senão pode ser que não conseguiremos entender e aproveitar por completo, e também não devemos colher tarde demais, caso contrário o tempo já passou, não adianta mais. É preciso colher a vida na hora certa.
   Outro pensamento que tiramos com isso é que se eu só tenho o hoje, então eu preciso realmente estar lá onde estou. Se estou tomando um café com amigos e conversando, eu devo estar totalmente lá: meu corpo, minha cabeça e meu coração. Porque estar lá e estar pensando em outras coisas, preocupada com provas, coisas de banco, etc, isso não é estar aproveitando o dia.
   E na mesma hora eu pensei nos smartphones. Está cada vez mais comum ver pessoas usando o celular numa roda de conversas, olhando pra baixo, não estando realmente ali onde se deveria estar. E eu muitas vezes me incluo nisso também. Quase não percebemos mais quando isso acontece, é natural. E isso seria o contrário do pensamento de um poeta lírico. Quando numa roda de pessoas você está mexendo no celular, você não está realmente ali, sua cabeça não está ali. Você não está aproveitando o momento. 
   E seria tão bom se todos pensassem como os poetas líricos! Ás vezes algo tão simples quanto tomar um café com alguém, ler um livro sem preocupação, jogar conversa fora.. já faz tanta diferença no nosso dia...
   E você, o que faz para aproveitar o seu dia?

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'Querida eu mesma' | Se você pudesse voltar no tempo, o que falaria pra você mesmo?




Querida Jéssica de 12 anos, quem te escreve é você mesma 10 anos depois. Aposto que agora você deve estar lendo Harry Potter, andando de roller e escrevendo várias histórias. Que orgulho eu tenho de você. Bom, vim te escrever algumas coisas que podem ser importantes para os próximos 10 anos e que talvez tornem sua vida mais fácil caso você as siga.

-Nesse ano você vai começar a usar chapinha (ou será que já começou?) todo dia! Por 7 anos. E isso vai simplesmente estragar seu cabelo, então não faça isso! Eu sei que você não gosta do jeito que seu cabelo tá agora, mas acredite em mim que com o passar dos anos ele melhora depois que você parar de usar chapinha.

-Não fique pra baixo toda vez que se olhar no espelho e ver suas espinhas. Eu sei que é horrível se sentir assim, mas não se ache a pessoa mais feia do mundo e não deixe de sair de casa por causa delas. Um dia você vai começar a tomar remédio pra isso e a usar maquiagem e isso tudo vai melhorar. Não vai adiantar 100%, mas vai melhorar muito. Se possível faça isso mais cedo.

-Não ache que seu mundo vai acabar quando terminar com alguém ou quando tiver uma briga. Namorado não é a coisa mais importante do mundo, saiba disso.

-Mas quando gostar de alguém: fale. Ou pode ser tarde demais e você vai perder contato com a pessoa ou ela vai começar a namorar. E isso dói.

-Você ama escrever e contar histórias, por favor não pare. Um dia você vai entrar num curso que vai consumir todo seu tempo e você vai começar a escrever cada vez menos. Isso vai te deixar muito triste. Então tente escrever sempre que puder, nem que seja numa aula chata de programação.

-Aprenda inglês antes, não deixe pra aprender durante a faculdade. Na faculdade aproveite pra aprender francês. Daqui uns 9 anos você vai ter a oportunidade mais incrível da sua vida e vai conhecer Paris... e saber francês iria deixar isso muito mais divertido.

-Fique menos no computador. A maioria do tempo que você passará nele será inútil e não te acrescentará nada. Use esse tempo pra fazer coisas mais proveitosas.

-Você vai escolher o curso errado e vai querer desistir quase no fim. Mas tudo bem, isso fará com que você conheça pessoas importantes na sua vida e tenha uma cabeça muito melhor e mais madura pra entrar em outro curso.

-Se sentir vontade de chorar: chore. Não fique segurando igual eu fiz por anos. Guardar choro dói mais que chorar, acredite.

-Você vai ter uma coelha chamada Pancake. Nunca dê água de torneira pra ela, por favor.

-Arctic Monkeys virá para o Brasil em 2014, mas não compre o ingresso! Sei que vai ser tentador, mas isso vai fazer com que você fique sem dinheiro numa hora que precisará muito e também vai fazer você não estar com sua amiga num momento muito triste da vida dela.

-Mas vá ao show do Rebelde em 2006 e do Paramore em 2013!

-Uma pessoa que você achava que era sua amiga vai te pedir uma grande quantia em dinheiro emprestado. Você tem um coração muito mole e vai acabar emprestando.. e essa pessoa vai desaparecer e nunca mais te pagar. Então não empreste!!!!!!! Esse dinheiro vai te fazer uma mega (!!!) falta.

-Não vá ao mercado no dia 29/04/15, você vai perder de ganhar um ingresso que queria muito.

-Não se desespere quando algo dá errado ou quando parece que tudo tá dando errado ao mesmo tempo. Respire fundo: tudo vai ficar bem.


E você, o que diria pra você mesmo de 10 anos atrás se pudesse voltar no tempo?


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Resenha: The Bell Jar (A Redoma de Vidro) - Sylvia Plath




     The Bell Jar é um daqueles livros que eu já sabia que ia gostar antes mesmo de saber exatamente do que se tratava a história. Ele estava na minha lista de livros para ler há tanto tempo que, agora eu realmente o peguei para ler, me arrependo muito de não ter lido antes.

     O livro conta a história de Esther Greenwood, uma jovem linda e inteligente que tinha tudo pra ser feliz: uma bolsa de estudos numa Universidade importante, prêmios pela sua escrita e um emprego numa revista onde passaria um tempo em Nova York com tudo pago. Mas apesar de tudo isso, Eshter se sente mais deprimida e isolada do que nunca. Vemos ela tendo encontros com homens e mais homens -e sempre sendo uma experência desastrosa-, vemos ela saindo com pessoas por Nova York e nunca realmente se divertindo, até que vemos ela pensando em várias maneiras de como ela poderia tirar sua vida. 
     Mas Eshter não acha isso algo tão importante ou "grandioso", tentar tirar sua vida parece algo tão normal quanto ir à padaria. Quase que de uma hora pra outra ela percebe que não lava mais o cabelo, não consegue mais dormir, não consegue mais escrever... Até que decide procurar um psiquiatra. É assustador ver uma menina que tinha uma vida perfeita à vista dos olhos dos outros e que, praticamente de repente, entra em depressão e enlouquece.
     E apesar de ser um assunto tão denso e complicado, a escrita da Sylvia Plath é tão maravilhosa e delicada que às vezes parece poesia.

3 frases que gostei muito sobre a sua redoma de vidro (bell jar):

“To the person in the bell jar, blank and stopped as a dead baby, the world itself is a bad dream. A bad dream.”

“Because wherever I sat—on the deck of a ship or at a street café in Paris or Bangkok—I would be sitting under the same glass bell jar, stewing in my own sour air.” 

“But I wasn't sure. I wasn't sure at all. How did I know that someday―at college, in Europe, somewhere, anywhere―the bell jar, with its stifling distortions, wouldn't descend again?”


     Sylvia Plath nasceu em Boston em 1932. Se formou pela Smith College em 1955 e ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge. The Bell Jar foi seu único romance, seus outros livros são coletâneas de seus poemas. Muito do que aconteceu com Eshter no livro The Bell Jar realmente aconteceu com Sylvia Plath: a menina brilhante que entra em depressão, os tratamentos de choque, as tentativas de suicídio.
     Sylvia Plath se matou em 1963, colocando sua cabeça no forno enquanto o gás estava ligado, deixando seu marido Ted Hughes, uma filha e um filho.
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Mulheres lindas, poderosas...e sozinhas? Será?


       Não me considero uma mulher feminista. Pelo contrário. Discurso de militante feminista geralmente me cansa. Sabe aquele tipo que sempre encontra um fundo machista pra tudo que acontece no mundo? Que acha legal dizer que a mulher tem uma espécie de 6º sentido, e gosta de exaltar as qualidades femininas, mas se ofendem quando dizem que os homens são melhores que as mulheres em alguma coisa? 
       Mas é fato que certas questões de gênero, apesar dos avanços,  ainda não foram bem resolvidas. Esses dias eu estava assistindo aquela novela nova globo, "Sete Vidas" (ok, eu confesso, de vez eu quando eu assisto novela). Lá tem uma personagem que é muito bem sucedida, workaholic, casada, mas com problemas no casamento, justamente por se dedicar demais ao trabalho. O marido, um cara que acha que se deve trabalhar para viver e não o contrário (o que eu concordo plenamente), quer ter filhos, mas a mulher vem adiando isso a muito tempo, sempre colocando obstáculos do trabalho no caminho. Isso vem corroendo a relação dos dois.
       Enfim, minha pergunta finalmente é: por que a grande maioria das mulheres retratadas na TV ou no cinema, que são bem sucedidas e muito dedicadas ao trabalho nunca conseguem ter as outras áreas da vida bem equilibradas? Esse tipo de personagem é figurinha repetida na dramaturgia. A da novela (que eu não sei o nome) até foi um pouco mais além, ela conseguiu se casar. Na maioria das vezes, essas mulheres nem conseguem. Elas  passaram dos 30 e são solteiras. Nada de errado com quem opta por simplesmente não casar. O problema é que essas mulheres nunca estão sozinhas porque querem, elas simplesmente são incapazes de entrar num relacionamento duradouro porque o trabalho estar sempre no meio. E mais, elas são sempre infelizes. Sempre a mesma história. A mulher quer ser bem sucedida e se dedica de corpo e alma ao trabalho, achando que quando atingir o tal sucesso profissional ela se sentirá realizada. Esse momento enfim chega, mas ai ela chega a uma triste conclusão: de nada adianta todo esse sucesso, se ela não um homem ao lado dela. Sooo predictible!!!
       Eu não quero aqui defender a bandeira de que mulheres independentes podem ser felizes sozinhas. O conceito de felicidade é único pra cada um. Meu ponto é: por que mulheres bem sucedidas não podem ser também boas mulheres e boas mães? O mundo real é cheio desses exemplos. Mulheres que se viram em mil, que não abrem mão da sua realização profissional, mas que ainda assim conseguem ser mãe, esposa e mulher. 
       Esse é um tipo de problema que homens normalmente não têm no mundo da dramaturgia. Os filmes são recheados de homens poderosos, bem sucedidos e que têm mulher e filhos. Aliás, geralmente a história já começa com eles casados, porque a aparentemente isso não é um problema. Não que eles não enfrentem problemas no casamento, mas no caso das mulheres esse é sempre o ponto central. A história acaba quando, depois de se apaixonar por alguém, a mulher abre mão daquela promoção, ou daquele cargo de chefia e deixa a carreira um pouco de lado. Porque afinal de contas não dá pra ter as duas coisas.   
       Achar o equilíbrio entre as diferentes áreas da vida não é nada fácil. O medo é um companheiro constante. E se eu me focar na carreira e passar os meus dias solitária porque deixei de lado minha vida pessoal? E se eu me dedicar 100% a minha família e me sentir frustrada porque abri mão dos meus sonhos? Será que eu preciso de divertir mais porque a vida passa num piscar de olhos e eu tenho que aproveitar cada momento? Ou será que eu tenho que levar a vida com mais seriedade e foco, porque nada vem de graça e é preciso muito esforço e dedicação para se conquistar as coisas?
       São muitos questionamentos, mas não são exclusivos das mulheres. É coisa de ser humano. Todos nós temos que fazer escolhas difíceis ao longo da vida. Vamos errando aqui, acertando ali, até encontrar a afinação certa. 
       Termino com uma resposta genial do George R. R. Martin em uma entrevista:
       “Entrevistador: Tem uma coisa que é realmente interessante nos seus livros: você escreve personagens femininas muito boas e muito diferentes entre si. De onde vem isso?
       George R. R. Martin: Sabe, eu sempre considerei que as mulheres fossem… pessoas mesmo.” 
       Como não amar George Martin? <3

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Assistindo seriados...você está fazendo isso certo?


Comédia, terror, suspense, fantasia, romance. Tem pra todos os gostos. Ao contrário dos filmes, que tem curta duração, nos seriados você vai conhecendo e se apaixonando pelos personagens aos poucos. Alguns podem duram uma década, e assim os personagens vão envelhecendo junto com você. Você se infiltra completamente naquele universo. É como se os personagens ganhassem vida própria. A gente espera ansiosamente pelo próximo episódio. Por isso é tão difícil quando eles finalmente chegam ao fim. É como se você perdesse um amigo. Também gosta de séries e assiste com frequência? Sofre quando elas acabam? Sim? Mas será que você está fazendo isso certo?

Criei uma lista com 10 itens de coisas que você provavelmente faz se for um viciado em séries:
1. Escolher uma série de 40 minutos para os momentos reservados para assistir series e outra de 20 minutos para assistir durante as refeições.

2. Prometer que vai assistir só um episódio por dia, mas nunca de fato cumprir. Assistir só mais 1 significa mais 5.



3. Sofrer quando uma série acaba e achar que nenhum outro seriado vai ser tão bom quanto aquele...

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...mas ficar viciada em outra série logo depois do primeiro episódio.
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4. Alternar entre um seriado de comédia...

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...e outro mais denso.

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5. Assistir todas as temporadas de Friends periodicamente. E dar risada de tudo, mesmo assistindo pela décima vez.

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6. Sempre esperar aqueles 15 segundos para carregar o próximo episodio no Netflix, porque você está a muito tempo na inércia para poder apertar o botão de próximo episódio.

7. Intercalar as horas de estudo com séries, como forma de premiação pela sacrifício de estudar. Um capítulo, um episódio (se o capítulo não for muito longo).


8. Ter uma lista longa de séries na lista de espera para assistir.


9. Nessa lista de espera, dar preferência a séries com muitas temporadas já gravadas, assim você pode fazer uma maratona e não precisa esperar uma semana pelo próximo episódio.


10. Confundir ficção com realidade/Desejar que a ficção fosse sua realidade.  


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Ai ai...Dean!!!
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Você quando criança se orgulharia de quem você é hoje?

     Quando eu era criança eu era muito dedicada. Só tirava notas boas na escola, fazia todos os trabalhos em dia (e gostava!), escrevia histórias, lia bastante... Eu adorava saber que eu fazia o meu melhor e que gostava disso. Quando eu era adolescente eu me esforçava ainda mais, tirava notas super altas, lia mais ainda, escrevia histórias, pensamentos e poesia. Quando eu era adolescente cheguei a escrever uma história de 90 páginas! Eu me orgulhava tanto disso... Eu tinha tantos amigos, eu namorava, eu saía, me divertia tanto! Eu tinha tantos sonhos.
     Eu lembro que eu pensava que aos '20 e poucos' eu ia ter muitas coisas. Não digo coisas materiais como casa e carro, mas ter conquistado coisas. Eu pensava que aos '20 e poucos' eu já teria um emprego que eu adorasse, já teria um diploma, já estaria feliz com a pessoa que eu sou e principalmente: já teria feito alguma coisa da qual me orgulhasse.
     Acho que é muito comum pensarmos que vamos ter tudo resolvido aos '20 e poucos', mas aí a hora chega e você vê que nada saiu como planejado. Vou fazer 23 esse ano e estou muito longe de um diploma, longe de conseguir o emprego dos sonhos, quase não escrevo mais e nunca fiz nada da qual me orgulhe. Estou longe de muitas coisas que eu quero, longe de muitos sonhos. E isso é muito assustador. Se a Jéssica pequenininha olhasse pro futuro agora ia se perguntar o que deu errado. Ou melhor, por que deu errado? O que aconteceu pra você chegar nessa idade e não ter feito nada? Aí provavelmente eu iria escrever e ilustrar uma historinha sobre isso e ia toda feliz mostrar pros meus pais.
     Mas acho que ser adulto é assim, aprendemos que nada cai do céu e que é preciso lutar muito, mas muito mesmo pra conseguir conquistar nossos sonhos. E às vezes, mesmo que você lute tudo isso, as coisas não acontecem e ficam guardadas num bauzinho velho e empoeirado, esperando ser aberto de novo.
     Eu só espero que aos 30 eu olhe pra trás e veja que era preciso ter errado tanto, era preciso estar perdida pra me achar. Eu realmente espero que esse bauzinho se abra.

     E você quando criança, se orgulharia de quem você é hoje?


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