The Bell Jar é um daqueles livros que eu já sabia que ia gostar antes mesmo de saber exatamente do que se tratava a história. Ele estava na minha lista de livros para ler há tanto tempo que, agora eu realmente o peguei para ler, me arrependo muito de não ter lido antes.
O livro conta a história de Esther Greenwood, uma jovem linda e inteligente que tinha tudo pra ser feliz: uma bolsa de estudos numa Universidade importante, prêmios pela sua escrita e um emprego numa revista onde passaria um tempo em Nova York com tudo pago. Mas apesar de tudo isso, Eshter se sente mais deprimida e isolada do que nunca. Vemos ela tendo encontros com homens e mais homens -e sempre sendo uma experência desastrosa-, vemos ela saindo com pessoas por Nova York e nunca realmente se divertindo, até que vemos ela pensando em várias maneiras de como ela poderia tirar sua vida.
Mas Eshter não acha isso algo tão importante ou "grandioso", tentar tirar sua vida parece algo tão normal quanto ir à padaria. Quase que de uma hora pra outra ela percebe que não lava mais o cabelo, não consegue mais dormir, não consegue mais escrever... Até que decide procurar um psiquiatra. É assustador ver uma menina que tinha uma vida perfeita à vista dos olhos dos outros e que, praticamente de repente, entra em depressão e enlouquece.
E apesar de ser um assunto tão denso e complicado, a escrita da Sylvia Plath é tão maravilhosa e delicada que às vezes parece poesia.
3 frases que gostei muito sobre a sua redoma de vidro (bell jar):
“To the person in the bell jar, blank and stopped as a dead baby, the world itself is a bad dream. A bad dream.”
“Because wherever I sat—on the deck of a ship or at a street café in Paris or Bangkok—I would be sitting under the same glass bell jar, stewing in my own sour air.”
“But I wasn't sure. I wasn't sure at all. How did I know that someday―at college, in Europe, somewhere, anywhere―the bell jar, with its stifling distortions, wouldn't descend again?”
Sylvia Plath nasceu em Boston em 1932. Se formou pela Smith College em 1955 e ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge. The Bell Jar foi seu único romance, seus outros livros são coletâneas de seus poemas. Muito do que aconteceu com Eshter no livro The Bell Jar realmente aconteceu com Sylvia Plath: a menina brilhante que entra em depressão, os tratamentos de choque, as tentativas de suicídio.
Sylvia Plath se matou em 1963, colocando sua cabeça no forno enquanto o gás estava ligado, deixando seu marido Ted Hughes, uma filha e um filho.



















